Handebol

Postado em: quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A seleção feminina de handebol vai ter de aprender a falar alemão. Por meio de um convênio firmado com a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), o clube austríaco Hypo vai servir como uma espécie de seleção feminina permanente, com oito brasileiras. No território estranho, as atletas sofrem com a cartilha do clube, os problemas com a língua e até com a chatice dos vizinhos.
  • Cinara Piccolo / Photo&Grafia
    Dani Piedade é uma das pioneiras no Hypo e conta que sofre com um vizinho chato em seu condomínio
  • Bruno Miani/Photo & Grafia
    Também pioneira na Áustria, Alexandra alerta as jovens de que o frio é intenso no inverno europeu
As reclamações são em tom de brincadeira e conciliação. As meninas se mostram contentes com a companhia e com a possibilidade de treinarem juntas. A “república” vai disputar o Campeonato Austríaco, importante torneios regionais e, principalmente, a Liga dos Campeões da Europa de Handebol, contra as principais potências mundiais.
O contrato foi fechado no meio do ano, depois de meses de negociação. Dani Piedade, Alexandra e Francine, que já atuavam na equipe, receberam as compatriotas Ana Paula, Silvia Helena, Fernanda, Samira e Bárbara, sendo que outras duas, a serem escolhidas pela CBHb, ainda irão à Europa.
“Acho que é ótimo para elas. Eu estive lá há algumas semanas, conheci a estrutura, acompanhei os treinos, conversei com o técnico delas... Vamos crescer muito com essa parceria”, disse o dinamarquês Morten Soubak, técnico da seleção brasileira.
Em quase dois meses, no entanto, as novatas já sentem as diferenças. “Elas têm de aprender o alemão. Eu e a Dani, que estamos há mais tempo, já sabemos falar e ajudamos, traduzimos alguma coisa. Mas elas têm aulas com um professor particular e precisam aprender pelo menos o básico em um tempo determinado, senão recebem multa”, disse a ponta Alexandra Nascimento.
Só que às vezes o movimento dentro do vestiário é justamente o contrário. “Todas as outras meninas se dão bem com as brasileiras. A Benni [Bernadett Temes], uma húngara, fica até tentando aprender a falar português. Eu falo para ela que não pode, mas ela gosta e acha mais fácil”, conta a pivô Dani Piedade, aos risos.
As brincadeiras, aliás, também têm atormentado as brasileiras. O clube distribuiu entre elas uma cartilha com regras de conduta que vão desde o cuidado com a vestimenta (elas têm de se apresentar com o uniforme oficial) até a organização dos materiais pessoais.
“O nosso técnico [o húngaro András Nemeth] é muito rígido. A gente é brincalhona, dá muita risada. E as meninas estão sofrendo com isso, porque ele cobra mais disciplina, muito foco”, disse Dani Piedade.
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